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Quando o estresse começa a prejudicar o bem-estar

Foto do escritor: Zeno Sena
Zeno Sena
2 de mar. de 2025
2 min de leitura

O estresse é uma resposta normal do organismo diante de demandas e ameaças. O cortisol participa dessa resposta, mas também de funções normais, como a regulação do metabolismo e do ciclo de sono e vigília. O problema não é a existência desse hormônio: é quando situações estressantes se tornam frequentes, prolongadas e começam a prejudicar o funcionamento diário.

O que acontece quando o estresse persiste?

O estresse persistente pode afetar sono, atenção, memória, irritabilidade e capacidade de sentir prazer. Depois de um dia difícil, por exemplo, a mente pode continuar presa às preocupações mesmo durante uma atividade agradável. Esses efeitos envolvem vários sistemas do organismo e não podem ser explicados apenas por cortisol alto ou por um suposto desequilíbrio de neurotransmissores.

Quando esse padrão se prolonga, a pessoa pode se acostumar ao cansaço, ao sono ruim e à irritabilidade. Reconhecer a mudança é o primeiro passo para avaliar se ajustes na rotina são suficientes ou se é necessário procurar ajuda.

Respiração lenta pode ajudar

Respirar de forma lenta e confortável pode ajudar o corpo a sair de um estado de alerta intenso em algumas pessoas. Uma opção é inspirar sem esforço e deixar a expiração um pouco mais longa, por um ou dois minutos. Não existe uma contagem única ideal. Pare se sentir tontura, falta de ar ou desconforto; a técnica é um recurso de regulação, não um tratamento para transtornos de ansiedade.

Pausas breves ao longo do dia

Pausas curtas podem ajudar a interromper uma sequência de tensão: caminhar, reduzir notificações, ouvir música ou permanecer alguns minutos em silêncio. O objetivo não é eliminar todo o estresse, mas observar o que o mantém e recuperar espaço para descanso, vínculos e atividades significativas.

Quando procurar avaliação?

Irritabilidade persistente, sono ruim por semanas, cansaço que não melhora com descanso, perda de prazer ou prejuízo no trabalho e nos relacionamentos merecem avaliação. Esses sinais podem ocorrer em ansiedade, depressão, insônia e outras condições; não significam que o estresse tenha simplesmente se transformado em um transtorno.

Referências e atualização

Revisado em julho de 2026. Fontes principais: meta-análise sobre respiração lenta, PubMed PMID 35623448.

Dr. Zeno Sena, psiquiatra. CRM-PB 5570, RQE 7633. Conteúdo educativo; não substitui consulta médica.

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© 2026 por Zeno Sena.

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